PR6 Trilho dos miradouros

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PR6 Trilho dos miradouros

Mensagem  Thoregh em 2015-06-03, 11:22

Ontem dia 2 de Junho de 2015 foi ao Gerês com o objectivo de fazer o trilho dos miradouros que segundo a ficha técnica que comprei no centro de turismo tinha uma dificuldade moderada/difícil.
O objectivo era testar-me a mim assim como algum equipamento que levei comigo em relação ao conforto etc...
O peso da mochila estava propositadamente exagerado, se bem que acabei por consumir praticamente os 4 litros de água que levava na mochila. No trilho passei por uma fonte e algum ribeiros secos que ocasionalmente tinham uma poça de água, onde aproveitava para deixar o Spike a qual também se for purificada podia ser consumida.

Vestido levava uma T-shirt de algodão, umas calças convertivéis da quechua e as botas são Soloman Eskape MID LTR goretex, a mochila é a Maxpedition Xantha e dois bastões de caminhada forclaz 500 antishock, um deles deixei de amortecer a meio do percurso e precisava constantemente de o apertar.
Na mochila levava :
- Toldo que normalmente uso para fazer de groundcloth para a tenda
- Um filtro de água Sawer mini com um saco sawer squeeze de 0,5 Litros
- Bexiga de hidratação 3 Litros cheia
- Garrafa de aço inox da klean Kanteen de 1,182 litros cheia
- 4 pacotes de Noodles, 4 pocotes de sopa Knorr ( óptimas para repor os electrólitos ) e 3 barras de ceriais
- Fogão de álcool da Esbit e um fogão de lenha Solo Stove ( que aconselho vivamente )
- Corta-vento para os fogões em alumino da yellowstone
- 1 frasco de álcool
- Faca Kabar Bk7, ( pesada mas vale o seu peso em ouro )
- Serra dobrável da Bahco  
- Multitool vitorinox spirti plus
- Panela de campismo da quechua para 2 pessoas
- Powerbank de 14000 mAh, capaz de carregar o meu telemóvel de 10% a 100% umas 4,5 vezes
- Lanterna frontal Petzl Tikka XP2 com pilhas de reserva
- Par extra de lentes de contacto e óculos graduados
- Kit primeiros socorros básico
- 20 metros de Paracord
- Bolas de algodão embedidas em vaselina
- Esqueiros Bic e um firesteel
- Luvas baratinhas e não muito grossas da dexter
- Carta militar da área e a Ficha Técnica do percuro
- Capa de chuva mais uma cobertura impermeável para a mochila
- 1 T-shirt, uns boxes e umas meias extra

No inicio do trilho até ao miradouro da Junceda é sempre a subir, a elevação total é de 915 metros se não estou em erro mas a cobertura das árvores proporcionam excelente protecção do sol. No entanto era alarmante o ritmo a que estava a consumir água. Fiz umas pausas curtas perto de algumas bicas de água ( não eram fontes ) para comer umas barras de energéticas, dar de beber ao Spike e filtrar alguma dessa água para beber e poupar a minha. Ao passar a linha das árvores o calor aperta e até aí é possível seguir todo o trilho sem problemas e as típicas marcas eram bem visíveis. A seguir ao miradouro da junceda á que estar atento por algumas dezenas de metros à frente é necessário virar à esquerda, não há marcações visíveis o que levou a percorrer alguns kilometros desnecessários. Depois de voltar ao trilho passamos pela fonte da Boneca e aproveitei para utilizar a água da fonte e cozinhar os noodles. Chegamos então ao exlibirs do percurso, o miradouro da Boneca. O trilho leva-nos ao miradouro, no entanto depois do miradouro havia claramente um trilho bastante coberto por vegetação e árvores caídas que acabou por desaparecer completamente mais à frente. Passei algumas horas a fazer bushwacking à procura das marcas e do trilho, não o encontrei e perdi a ficha técnica por lá, no meio dos arbustos.
Começou a fazer-se tarde e estava prestes a perder a luz do dia, foi graças à carta militar que encontrei uma alternativa de regresso evitando ter que fazer todo o percurso ao contrário. Se fosse o caso ia ter que pernoitar por lá, uma vez que ia ser muito escuro para andar num caminho que não me era familiar.
No Blog solasrotas referente ao trilho dos miradouros numa foto da Sónia vê-se a casa de Lamas, ao seguir pela alternativa por onde segui caminho eu também passei pela casa de Lamas, ora fiquei na dúvida se, o miradouro era um beco sem saída e é suposto voltar para trás, ou  o trilho estava simplesmente sem manutenção.
No fim do dia tinha os ombros bastante doridos, mas os pés estavam impecáveis. Já não é a primeira vez que compro botas da Solomon, mas depois desta experiência não tenho dúvidas que seram sempre as minhas botas de eleição.

Thoregh

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