2ª Ultra Rota dos Templários

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2ª Ultra Rota dos Templários

Mensagem  JPimenta em 2011-10-08, 06:49

II Ultra Rota dos Templários, foi um êxito.


Uma grande festa do pedestrianismo no Entroncamento. Foi dentro desta filosofia que o CLAC, Clube de Lazer Aventura e Competição, apostou pela segunda vez na realização da II Ultra Rota dos Templários. Com mais de meia centena de participantes oriundos de vários pontos do país, fizeram já deste evento um marco a nível nacional. Estiveram presentes caminheiros habituados a percorrer distâncias de fundo e ficaram muito entusiasmados com o potencial da nossa zona ribeirinha e com o desempenho da organização. Houve outros que pela aventura e experiência, apostaram fazer os 45 km para satisfazer o ego, encheram-se de júbilo com a chegada ao fim. lol!


Com o início às 7.00h, após um briefing, lá fomos em direção a nascente. Os primeiros 20 km percorreram zonas como os eucaliptais da Atalaia, com vistas magníficas sobre o vale do rio Tejo, o cais de Tancos com o seu espelho de água e de frente para a bela aldeia do Arripiado. Junto ao Castelo de Almourol, um dos pontos altos desta mega caminhada, aos 11 Km , procedeu-se ao primeiro abastecimento de líquidos e sólidos fornecidos pelos membros da organização.
Eram aproximadamente 9.30h, todos os caminheiros estavam com ar de contentamento, diria mesmo de festa, as máquinas fotográficas não paravam e guardavam, assim, o momento para que ele não fugisse da memória. Comeram – se bolinhos, fruta, chocolate e as bebidas, água e sumos, que foi um regalo.


Seguidamente, caminhámos em direção à estação da CP de Almourol, todos cantavam e riam, a boa disposição era geral. Percorremos um carreiro muito engraçado, o das hortas e chegámos à Praia do Ribatejo. Os mais sensíveis não deixavam de fotografar deste artefactos, cães, flores e pequenos insetos. Descemos ao leito do rio Tejo e andámos paralelos ás suas margens até à ponte ferroviária. Depois por estrada alcatroada chegamos à zonas das escadinhas com uma vista soberba sobre Constância. Mais umas fotos lindíssimas e a inquietude instalou-se em alguns ao saberem que iam passar de barco o rio Zêzere. Lá descemos as escadinhas até ao rio e esperamos pelo zebro dos bombeiros voluntários de Constância. Todos estavam entusiasmados, sentados na margem do rio à espera da sua vez de embarcar. Foi sem dúvida um grande momento de convívio e felicidade, o da passagem do rio. Alguns participantes testemunharam, ao chegarem aos 20 km que devido à sua variedade os percorreram sem darem por isso.
Sleep

Hora de almoço, às 12.00h, chegámos a tempo, o banquete estava montado no parque de campismo de Constância e a confeção coube ao CLAC. Já sentados, foi servida sopa de feijão, carnes mistas grelhadas, arroz doce e/ ou fruta. As bebidas variavam entre a água, vinho, cerveja e sumo. Também tivemos atenção a pessoas vegetarianas a que servimos atum com feijão-frade. Foram postas em dia conversas entre amigos de longa data e outros mais novos, falou-se da perspectiva da caminhada da parte da tarde pois o calor apertava.


Estava na hora de ajustar o calçado para iniciar a próxima etapa com a passagem de barco do rio Tejo e o percurso pela margem sul. Para começar, uma subida em Constância sul até à capela de Santo António. Aí, um bebedouro tornou-se a paixão de muitos, previa-se uma tarde complicada devido ao calor. A descida de um corta-fogo de pedras rolantes tornou-se numa diversão e demonstrou a entreajuda dos caminheiros mais experientes e daqueles mais curiosos que pela frente iam ultrapassando obstáculos. O ambiente estava rubro não fosse realmente o calor que até colava a língua ao céu-da-boca. As intervenções rápidas em locais estratégicos dos abastecimentos de líquidos pela carrinha do clube revelou-se de extrema importância. Todos estavam com sede. Água ou sumo fresco, tanto fazia, a temperatura tocava nos 37º e 35% de humidade relativa. Estávamos uma situação de limite ao que correspondemos com eficácia. Aqueles quilómetros no interior dos eucaliptais fizeram com que repetisse-mos o abastecimento líquido mais uma vez. Mais de 80 litros de água para pouco mais de 45 caminheiros que se propuseram a chegar ao fim. cheers


O 2º abastecimento líquido e sólido foi no miradouro do Castelo de Almourol. Já com 30 km nas pernas apareciam as primeiras baixas, e felizmente foram só duas. Porque há pequenas coisas que fazem a diferença e cansaço apodera-se de nós. Eram 17.30h todos comiam e bebiam descontraidamente, descalçavam-se e estendiam-se para contrariar a força do hábito. Também a casa de banho foi muito concorrida que estava situada no edifício municipal da Chamusca. Entramos no Arripiado por um caminho apertado, subimos à igreja Matriz e descemos ao cais onde nos esperava o barco que nos transportava a Tancos. Aproveitava-se a espera de cada viagem para esticar o corpo tanto numa ou noutra margem sendo a de Tancos um jardim com relva que apelava a uma bela sesta. Mas continuava esta epopeia e o dia ia escurecendo. Já com a chegada à Barquinha, mais um abastecimento rápido de líquidos e com a noite a cair a colocação de alguns frontais e lanternas que nos iluminou até à misteriosa Quinta da Cardiga. Aqui tirámos a foto de família encostados á fachada do palácio. A noite já estava cerrada e pouco faltava para o fim. Alguma ansiedade se apoderava de nós, de chegarmos ao fim. A avenida da Cardiga já é feita com algum cambalear para alguns, outros seguem com um passo solto e fluido. A travessia do Entroncamento foi um pouco estranha, ver “civilização” passadas tantas horas no campo e os habitantes a olharem tão sérios, enfim.


A chegada ao pavilhão, 21.30h revelou-se extraordinária e a festa estava ali. Todos aplaudiram e deram vivas a estes corajosos e adoram a dureza. Uns GPS`s marcavam 48 outros 45.7km por isso a coisa fica por aí. Também não faltou uma secção de alongamentos, e um banho para relaxar antes da janta.


O fim da festa foi um jantar servido pelo restaurante O Almourol, sopa de legumes, massa á bolonhesa, bebidas e doces. Finalmente o discurso de despedida, a troca de mimos e um até breve, sempre com a alegria estampada no rosto.




NOTAS: Se esta mega caminhada foi um êxito não foi só graças ao percurso, mas sim ao companheirismo dos participantes e das suas posturas em relação a organização, a entreajuda e espírito de missão, de sacrifício e de aventura. Também a alegria de certos elementos contribuíram para o moral do grupo, enfim contribuímos todos para que fosse um bom passeio num belo dia de Outubro. Uma festa entre caminheiros, um bem-haja.

JPimenta

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